segunda-feira, 20 de março de 2017

MULHER NEGRA, TRAJETÓRIAS, RESISTÊNCIA E EMPODERAMENTO

JUSTIFICATIVA

Neste mês da mulher queremos pensar a mulher negra frente aos desafios do cotidiano, empoderando-a e promovendo equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia, impulsionando a melhoria na qualidade de vida. Ainda lembrando que a data 21/03 é uma data de significado histórico e político que deverá ser assinalado como Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

OBJETIVO DO PROGRAMA

Refletir a situação da mulher nas múltiplas facetas do cotidiano, em especial, relações domésticas. PROGRAMAÇÃO Público alvo: Coordenadores da Rede Municipal de Educação de VG/MT;  Diretores com função de coordenador  Conselho de Direitos (CMDCA, Conselhos Tutelares, C. Assistência Social, CEPIR, IMUNE) Organização: SMECEL e CMPIR

PROGRAMAÇÃO

Público alvo: Coordenadores da Rede Municipal de Educação de VG/MT; 
 Diretores com função de coordenador  
Conselho de Direitos (CMDCA, Conselhos Tutelares, C. Assistência Social, CEPIR, IMUNE) Organização: SMECEL e CMPIR

Dia 21/03/2017 
Abertura: 08h00
Mesa redonda: Mulher Negra em trajetórias, resistência e empoderamento. 
Palestrante: Dr. Tânia Regina de Matos
 Palestrante: Nara Nascimento 
Encerramento : 11h00 

Mulher Negra em trajetórias, resistência e empoderamento. 

Lucimar Sacre de Campos 
Prefeita 

"Nós percebemos a importância de nossa voz quando somos silenciadas" - Malala Yousafzai, discurso da ONU. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

ATIVIDADES DO MARÇO EM MATO GROSSO – MULHERES EM LUTA


ATIVIDADE
DATA
HORA
LOCAL
Jornada de Lutas das Mulheres de Trabalhadoras do Campo e da Cidade – MST/MT
Lema: Estamos todas Despertas contra o capital e o agronegócio. Nenhum Direito a Menos!

06 à 08/03
6/3 - Início 14h
8/3 - Marcha: concentração 7h no Centro Esportivo.
Centro Esportivo do bairro Quilombo - Cuiabá
Semana da Mulher da SEMA-MT e Feirinha da Economia Solidária
- Conselho Estadual dos Direitos da Mulher – CEDM/MT

06/03 - início
13h às 19h
Auditório da SEMA/MT (CPA)
Encontro das Mulheres de Acorizal
08/03
8h
Pousada Nosso Sonho -Acorizal
Reunião Mulheres da CPT/MT - Reforma da Previdência
08/03
14h
Paróquia Sagrada Família - Cuiabá
Marcha Mulheres em Luta
- Por uma Greve Internacional e Militante

08/03
16h
Praça Ipiranga - Cuiabá Concentração
Marcha das Mulheres de Cáceres
08/03
16h
Praça da PM - Cáceres
Apitazo Nenhuma Mulher a Menos, Todas Vivas!
08/03
17h
Concentração no Centro de Referência da Mulher – Lucas do Rio Verde
13ª Jornada Nacional de Debates: Reforma da Previdência
09/03
9h
Auditório do SINTEP/MT
Reunião formativa


Sessão Solene – Entrega de moções de aplauso mulheres


09/03
15h


19h
- Conselho Regional de Contabilidade – CRC

- Assembleia Legislativa de MT
Palestra: Mulheres Vitoriosas

09/03
15h
IRPAMDEQ – Bairro Planalto - Cuiabá
Audiência Pública Reforma da Previdência
10/3
09h
Teatro Zulmira Canavarros – AL/MT
IV Marcha Rosa – MT Mamma
11/03
7:30h
Praça Santos Dumont - concentração
Seminário: Todos os Direitos para todas as Pessoas
13 à 14/03
8h às 18h
Auditório IGHD-ICHS na UFMT
Caminhada das Mulheres na UFMT
24/3
7h
ICHS/UFMT - concentração
Dia D da Saúde e Feira das Mulheres
25/03
8h
Comunidade Nossa Sra. Aparecida de Chumbo em Poconé
Palestra: Dando a volta por cima
27/03
19h
Conselho Regional de Contabilidade – CRC

Encontro Mulheres e Agroecologia:
Sem Feminismo não há Agroecologia
29 à 31/03
08h início
Cáceres


quinta-feira, 2 de março de 2017

SEMINÁRIO ESTADUAL: TODOS OS DIREITOS PARA AS PESSOAS E À NATUREZA


 Seminário Estadual “TODOS OS DIREITOS PARA TODAS AS PESSOAS (E À NATUREZA)”, a ser realizado na Faculdade de Economia (FAEC) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), nos dias 13 e 14 de março de 2017, com carga horária de 16 horas.

Auditório FAEC-UFMT - 8 as 18 horas

Inscrições no ato do seminário: (65) 3615 8443
Haverá certificação de 16h.

Organização: GPEA-UFMT & CBFJ
Coordenação: Fórum de Direitos Humanos e da Terra


PROGRAMAÇÃO

13/03/2017 - 2a. f.
[8:00 h.] ABERTURA: Michèle Sato, UFMT
PALESTRAS: Direitos Humanos e da Terra
Inácio Werner, CBFJ
Lucineia Freitas, MST
Luiz Augusto Passos, UFMT

[14:00 h.] MESA-REDONDA
[facilitação: Teobaldo Witter]
Josef Geeurick, PCarcerária - cárceres
Cristiano Cabral, PTerra - conflitos da terra
Rosana Manfrinate, SEMA - gênero e clima
Fátima Aparecida Moura, FASE - saúde e agricultura
Roberto Curvo, Defensor Público - grupos vulneráveis

14/03/2017 - 3a. f.
[8:00 h.] GT
[facilitação de cada GT]

[14:00 h.] FÓRUM
[facilitação de Inácio Werner e Michèle Sato]
Relatoria de cada GT
Sistematização
Encaminhamento

Relatório Estadual de Direitos Humanos e da Terra - 2017

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Causa e Efeito

Conviver com um(a) portador(a) de Alzheimer é um exercício diário de paciência. Destruir a causa dessa demência é a vontade de todo(a) cuidador(a). Ninguém quer que seu familiar morra por ter desenvolvido a doença. Mesmo sabendo que não há cura, todos querem seus parentes vivos e sem a presença do “alemão”. Para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao doente busca-se tratamento, remédios e tudo o que for possível, inclusive, liminares junto ao Poder Judiciário através da Defensoria Pública.

Assim como os parentes de quem tem uma enfermidade querem que ele(a) se livre dela, a sociedade quer se livrar da violência e de suas causas. Numa democracia não é aceitável desejar a morte de alguém violento, espera-se que essa pessoa seja punida e se recupere.  

O uso abusivo de drogas tornou-se um grande problema de saúde pública, entretanto, há muitos dependentes na prisão porque vendiam drogas para sustentar o seu vício. Mantê-los atrás das grades não interrompe o ciclo e ainda alimenta as organizações criminosas.

Carl Hart, neurocientista pesquisou sobre os efeitos do crack no Hospital da Universidade Columbia, em Nova York e concluiu que para as pessoas que estão na rua, sem perspectiva ou o que ele chama de “reforço alternativo”, ficar sem crack, obriga-as a conviver de cara limpa com a sujeira, a desesperança e a violência.

Por isso que, embora o crack seja usado por gente de todas as classes e etnias, os brancos e os de classe média geralmente não se viciam, porque têm algo a mais a esperar da vida. Quase sempre quem se dá mal são os mais pobres, os que vêm de famílias desestruturadas e os membros de minorias raciais. Segundo uma pesquisa da Fiocruz, 80% da população das chamadas cracolândias tem pele escura.

Remediar virou rotina no Brasil. Construir presídios, realizar mutirões para abrir novas vagas, criminalizar conflitos e enrijecer a lei penal são iniciativas já aplicadas, ultrapassadas e que não trouxeram resultados diferentes.

É importante observar a causa dos problemas para se antecipar a eles. Nos Estados Unidos sete estados elevaram a idade penal para 18 anos. Os defensores dessa medida legislativa esperam que pelo menos cinco estados elevarão a idade penal para 18 anos em 2017 e outros poderão elevá-la para 21 anos. Adotaram essa postura após anos de estudos.

Nenhuma nação desenvolvida conseguiu diminuir a violência com aumento de estabelecimentos prisionais, ao contrário, aquelas que conseguiram controlar seu crescimento investiram pesadamente em educação.

Cingapura se tornou o primeiro país do mundo a exigir que todos os seus alunos passem por um programa de ASE (Aprendizagem Social e Emocional) o que resultará em aumento de renda de toda a nação, ganhos extras à saúde e menores índices de criminalidade segundo economistas envolvidos no estudo.

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso completa no próximo dia 24, dezoito de existência e por ser considerada uma Instituição Nacional de Direitos Humanos, deve dar publicidade a esses direitos e combater todas as formas de discriminação, principalmente contra os pobres, aumentando a conscientização pública, especialmente através da educação e de órgãos da imprensa.


Tânia Regina de Matos é Defensora Pública em Várzea Grande, integrante do Conselho Municipal do Negro, é uma das coordenadoras da Rede de Educação Integral do Município